Cantadeiro em obras

QUADRILHA-NÃO DÊEM CABO DO MUNDO
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Mittwoch, Juli 08, 2009

Blogues caseiros

Ainda que o Tavares Rodrigues afirme que ser bloguista é ser-se elitário, eu sou da opinião que ser-se bloguista é permanecer-se o estúpido que se é, com a vantagem de podermos alterar essa estupidez. É sempre porreiro abrirmos o nosso blogue e vermos um comentário, a prova conclusiva de que alguem leu o que escrevemos. Muito mais porreiro é lermos uns cumprimentos, palmadinhas nas costas, venerências e lambe-botas, pois o nosso Ego é chato como o caraças e se lhe não dermos uns afagos com mãozinhas de veludo, ele acaba por se revoltar, perder estribeiras e enfim...
Eu, tenho por hábito deixar um comentário por onde passo, aliás, logo que eu inicie o acompanhamento dum blogue, crio um dado, no meu caso .odt, e escrevo nele os meus comentários, copiando-os e, só então, os colo no local apropriado do blogue em causa.
O autor do blogue tem sempre a opção de publicar ou não o meu comentário, ou seja, ele pode e manda, lá no seu cantinho.
Na linguagem escrita é difícil interpretar o tom, daí alguns seres inteligentes inventarem os glutões da má educação (que digerem as possíveis falhas de interpretação possíveis de surgir num texto) chamados smileys.
Eu sirvo-me deles frequentemente, sobretudo se me apercebo que a leitura das minhas palavras possa soar agressiva. Não elimino, porém, com isso falsos julgamentos. Não há nada que o consiga!...
Em tempos tive um outro blogue que durou um certo tempo a estabelecer-se, e quando ele se estabeleceu (explico: um blogue estabelecido é para mim um blogue com um determinado número de visitas e acentuado número de comentários), dizia, que quando o meu blogue se estabeleceu e eu tinha razão para estar contente, fiquei triste... o pessoal passava por lá, dizia-me que sim e nada mais... para que serve um blogue desses?... Narcisismo?...
Não tenho tempo para andar a enfeitar o âmago quando o coiro que o cerca engelha e apodrece.
Por isso, ninguem espere que visite o seu blogue para lhe polir complexos de inferioridade e pô-lo a brilhar com louros que ele não merece. Quem se mostra em praça pública que se vista; qualquer puto vê se o rei fôr nu.