
América continua estupidamente a ser o eixo sobre o qual o mundo roda. A Europa unida depende dos americanos como os filhos dos ricos: só gastam o que os pais lhes dão. O país das possibilidades sem fronteiras, do “we can” , da “democracia, é tão, ou mais podre que qualquer outro.
A crise económica deu-se. Por razões bem mais obscuras que aquelas conhecemos. No observar da situação, a partir do filme de Moore (Michael) Fahrenheit 9/11, comecei, também, a tecer uma teoria de conspiração. As apólices de seguro, de valores elevadíssimos, que foram assinadas por firmas com ecritórios no Trade Center, segundo alguns observadores, e a forma como o edifício ruíu, vista por alguns como uma bem organizada demolição, contribuiram também, para a minha teoria.
Quando a crise chegou, eu não estranhei. Afinal, o óleo que os Amis esperavam obter no Iraque, não se tornou realidade. Os enormes custos da guerra não foram cobertos. A economia derrocou.
Havia que tomar uma atitude para resolver a situação e as eleições vieram mesmo a calhar: Obama, o primeiro indivíduo de cor a ganhar as eleições, não será uma casualidade. Caso ele consiga, o que duvido, colocar América numa razoável estabilidade, será uma “vitória” para a grande democracia americana que todo o mundo, cegamente, verá como um passo muito maior que o que “foi dado na lua”; caso ele não consiga estabilizar coisa nenhuma, os grandes democratas e/ou republicanos têm um perfeito bode expiatório: os pretos, a quem foi dada a maior oportunidade possível para provarem que “they can” e falharam.
Eu acredito que o recente caso com Louis Gates, professor de Harvard preso à porta de sua casa, por um polícia branco, não é nada mais nada menos que uma acha na fogueira do racismo; a história é muito mal contada...
O polícia que o prendeu afirma que o Gates se comportou menos correctamente e elevou o tom de voz, etc, etc... Gates diz que não, que falou sempre moderadamente.
Na única foto que eu até agora vi, nota-se perfeitamente que a expressão de Gates não é a mais moderada. Por outro lado, encontra-se um polícia de cor tambem na fotografia... daí eu excluir qualquer atitude racista por parte da polícia. Gates, por sua vez, afirma ter perguntado se o polícia agiu assim para com ele apenas por ele ser preto. Cheira-me a complexos de inferioridade, a insegurança de carácter.
A reforçar a teoria de que o caso Gates tem muito mais sumo que um Prof de Harvard a ser preso por ser preto é que ele é conhecidíssimo nos EUA (será?); quem chama a polícia é uma vizinha, repórter (?), que não o reconheceu (?)... o polícia também não, nem sequer o seu colega de cor. Ora, para um “Superstar” o homem parece-me ser demasiado desconhecido.
Obama abre a boca... entra a mosca, ele procura cuspi-la... mas do engasgo já não se safa.
América está num labirinto e Obama é o cego Dédalo.
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