“Tell me why I don´t like mondays”, cantarolei.
Havia que tomar uma decisão e eu tomei-a. Regressei à criação do meu mundo. Fiz uns Voodoos e umas Makumbas para afastar maus espíritos, ensaquei quatro garrafas de meio litro de cerveja fresca, MP3-tocante com muito fado e roques portugueses, montei na pasteleira e desandei para a beira rio.
Um rio que nem é rio, mas pronto, a água corre e as margens relvadas convidam o femeaço a deitar-se ao longo delas quando o calor aperta. O meu quase meio-século de existência talvez aponte para uma senilidade idiota e este desejo de andar a olhar coxas não seja mais do que a frustração de não as poder ter, mas eu sem sexo oposto sofro de profundas depressões...
Ah, fresca cerveja!... Oh!, belas mulheres!
Confesso que os meus olhos não cobicem corpos juvenis, mas que brilham impúdicos ao passarem sobre o corpo de uma trintona e acima.
Numa castidade forçada há quase um ano, juro que os meus parâmetros no julgamento do que seja uma gaja boa estejam um pouco frouxos, contudo, mulher é mulher e não me importa quão magra ou quão gorda ela possa ser, desde que as medidas sejam proporcionais, permito-me sempre um pensamento lascivo.
E ainda que isso, pelo menos nos últimos meses, me não leve a nada na “meta-física” se bem me faço entender, lá há um dia ou outro em que meto paleio com alguma que faça a minha pituitária rabiar na produção de hormonas daquelas que nos põem a pensar com a cabeça que mais perto se encontra da região produtora de testosterona.
Ah, fresca cerveja!...
E quando a trovoada rebentou e a chuva caíu a potes, eu não arredei pé da beira-rio. Com mulheres ou sem mulheres, a sensação de as saber era tão doce...
Montag, Juli 06, 2009
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