Eu tenho que me deixar disto; de viagens ao profundo universo dos grandes sábios! Eu tenho que me manter prisioneiro de tasco, com frases tolas feitas versos, defronte à minha cerveja, espreitando as coxas da empregada e, sobretudo, na imoralidade de ser deus omnipotente.
Eu, um ateu e ateísta desde o “dedo do pé grande”, (como dizia um amigo meu), até à tonsura que já desponta, elegi-me deus.
E é precisamente isto que me desacredita: este ateísmo idolatrador de mim mesmo.
Mas dizei: não é o homem a medida de todas as coisas? Não é o homem que estipula quem é homem?... Se eu sou um homem, carago, sou a medida de todas as coisas, até da estupidez! Eu sou estúpido, não é verdade? Eu sou uma paranóica flatulência de mim mesmo. EU!!!
Como é bom estar de volta a este narcisismo tranquilizante, à ditadura incombatível; sem revoluças progressistas nem conservadores; apenas o meu desejo de sardinha assada, duma boa feijoada, duma jardineirazinha...
Mais um golo de cerveja.
Lá fora a chuva cai... tivera eu uma sardinha assada e um copo de carrascão até o fado cantaria, mesmo correndo o risco de acabar no xelindró por violência massiva exercida sobre os tímpanos dos vizinhos...
Um blogue, amigos, um blogue não é lugar para guerras; um blogue é espaço de tasca: bebe-se um copo, dá-se à tramelha, e mesmo quando o álcool turva e a língua diz coisas que o pensamento não censurou, é deixar passar... para VERDADE, temos os imensos sábios que andam por esse mundo fora, os políticos, os cientistas, e agora (Atenção: este agora não quer dizer a partir deste momento mas sim que neste momento acontece) temos os lobbyístas a unir as forças poderosíssimas detentoras da verdade.
Dois dedos,
Para além da testa curta,
Ele tinha apenas dois dedos
De conversa para dar.
Que orador tão sábio!
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Freitag, Juli 17, 2009
Mittwoch, Juli 08, 2009
Blogues caseiros
Ainda que o Tavares Rodrigues afirme que ser bloguista é ser-se elitário, eu sou da opinião que ser-se bloguista é permanecer-se o estúpido que se é, com a vantagem de podermos alterar essa estupidez. É sempre porreiro abrirmos o nosso blogue e vermos um comentário, a prova conclusiva de que alguem leu o que escrevemos. Muito mais porreiro é lermos uns cumprimentos, palmadinhas nas costas, venerências e lambe-botas, pois o nosso Ego é chato como o caraças e se lhe não dermos uns afagos com mãozinhas de veludo, ele acaba por se revoltar, perder estribeiras e enfim...
Eu, tenho por hábito deixar um comentário por onde passo, aliás, logo que eu inicie o acompanhamento dum blogue, crio um dado, no meu caso .odt, e escrevo nele os meus comentários, copiando-os e, só então, os colo no local apropriado do blogue em causa.
O autor do blogue tem sempre a opção de publicar ou não o meu comentário, ou seja, ele pode e manda, lá no seu cantinho.
Na linguagem escrita é difícil interpretar o tom, daí alguns seres inteligentes inventarem os glutões da má educação (que digerem as possíveis falhas de interpretação possíveis de surgir num texto) chamados smileys.
Eu sirvo-me deles frequentemente, sobretudo se me apercebo que a leitura das minhas palavras possa soar agressiva. Não elimino, porém, com isso falsos julgamentos. Não há nada que o consiga!...
Em tempos tive um outro blogue que durou um certo tempo a estabelecer-se, e quando ele se estabeleceu (explico: um blogue estabelecido é para mim um blogue com um determinado número de visitas e acentuado número de comentários), dizia, que quando o meu blogue se estabeleceu e eu tinha razão para estar contente, fiquei triste... o pessoal passava por lá, dizia-me que sim e nada mais... para que serve um blogue desses?... Narcisismo?...
Não tenho tempo para andar a enfeitar o âmago quando o coiro que o cerca engelha e apodrece.
Por isso, ninguem espere que visite o seu blogue para lhe polir complexos de inferioridade e pô-lo a brilhar com louros que ele não merece. Quem se mostra em praça pública que se vista; qualquer puto vê se o rei fôr nu.
Eu, tenho por hábito deixar um comentário por onde passo, aliás, logo que eu inicie o acompanhamento dum blogue, crio um dado, no meu caso .odt, e escrevo nele os meus comentários, copiando-os e, só então, os colo no local apropriado do blogue em causa.
O autor do blogue tem sempre a opção de publicar ou não o meu comentário, ou seja, ele pode e manda, lá no seu cantinho.
Na linguagem escrita é difícil interpretar o tom, daí alguns seres inteligentes inventarem os glutões da má educação (que digerem as possíveis falhas de interpretação possíveis de surgir num texto) chamados smileys.
Eu sirvo-me deles frequentemente, sobretudo se me apercebo que a leitura das minhas palavras possa soar agressiva. Não elimino, porém, com isso falsos julgamentos. Não há nada que o consiga!...
Em tempos tive um outro blogue que durou um certo tempo a estabelecer-se, e quando ele se estabeleceu (explico: um blogue estabelecido é para mim um blogue com um determinado número de visitas e acentuado número de comentários), dizia, que quando o meu blogue se estabeleceu e eu tinha razão para estar contente, fiquei triste... o pessoal passava por lá, dizia-me que sim e nada mais... para que serve um blogue desses?... Narcisismo?...
Não tenho tempo para andar a enfeitar o âmago quando o coiro que o cerca engelha e apodrece.
Por isso, ninguem espere que visite o seu blogue para lhe polir complexos de inferioridade e pô-lo a brilhar com louros que ele não merece. Quem se mostra em praça pública que se vista; qualquer puto vê se o rei fôr nu.
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