Ao ler este cabeçalho até pensei que o SanJoanense ou coisa que o valha andasse às turras com o Benfica. Como na altura, estava mais preocupado em saber o que era um "rebranding", não dei muita importância ao caso.
Eu fico atónito como os conhecimentos linguísticos do povo português se tem alargado nos últimos tempos, ainda que um amigo meu teime em dizer que não, que os conhecimentos do povo não melhoraram; diz ele: os dos jornalistas é que pioraram, daí utilizarem termos estrangeiros. Fazem-no porque são incapazes de traduzir.
Eu ainda argumentei que hoje em dia a tecnologia desenvolve-se tão rápidamente que os termos ingleses surgem a uma velocidade elevadíssima, quando se dá por isso, toda a gente já os utiliza.
-Como por exemplo: -disse ele- rebranding.
Acolhendo a sua ironia com um sorriso, passei ao tal cabeçalho do SJ. Afinal, era apenas um grupo sindicalista amante de futebol que estava chateado porque o Benfica não quer lá a TVI...
É pena não termos um SJ (penso que todos saberão melhor que eu que SJ significa Sindicato de Jornalistas e não SanJoanense), dizia, pois, é pena não termos um SJ amante de política que repudie a RTP de deixar de lado o candidato por Lisboa da CDU, enquanto fornece ao PS e PSD um largo tempo de antena.
E agora vou dar um salto ao blogue do PS, antes que me chamem reaccionário. Depois passarei pelo PPM de Braga, que até é um grupo todo terra-a-terra; visitarei "os verdes" que apodrecem lentamente sem terem amadurecido, após estes anos todos; do PSD ainda não encontrei blogue que me interessasse. Passei por um do SL (aquele que quer a cidade só para si com o slogan de que ela é para todos), mas não me agradou. Aceito sugestões. Quanto ao CDS-PP nunca senti interesse de o procurar... há umas páginas de pequenos partidos muito interessantes, que ainda não situei muito bem e só passo por lá a determinadas horas; e depois existe o BE, do qual tambem não tenho concreta ligação, aceito por isso sugestões.
Espero não ter discriminado ninguem, se o fiz não foi intencional, pois não desejo, de maneira nenhuma que o SJ me repudie.
Após este artigo sinto-me a modos que homossáurio. Será que contraí algum vírus do paleolítico?
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Mittwoch, Juli 22, 2009
Samstag, Juli 18, 2009
Os homossáurios-ensaio de definição e protecção
Os homossáurios, pelo menos alguns deles, se não todos, são muito inteligentes; lêem livros e tratados dos quais nunca ninguem ouviu falar, moldam uma defesa férrea em torno daquilo que os outros disseram e defendem-nos (essoutros)com as palavras que os mesmos escreveram.
Os homossáurios não possuem opinião própria, mas sim enormes bibliotecas recheadas com obras defensoras das teses que eles, ao lê-las, consideraram como verdades absolutas. Um homossáurio é como um crente que se baseia na bíblia: esta possui a verdade e portanto, nunca é posta em causa; o que se deve, obrigatoriamente, pôr em causa é o pensamento individual, a opinião própria, sobretudo dos indivíduos que não possuem bibliotecas enormes. Estes indivíduos, para terem opinião própria sem possuir acesso à grande sabedoria literária, tiveram que pensar por si próprios, são seres pensantes sem fronteiras, logo, extremamente perigosos para os homossáurios, que têm o saber todo muito bem catalogado, e por conseguinte, possuem, sempre à mão, um livro qualquer que nega toda e qualquer suposição do homo vulgaris.
O esotérico, por exemplo, com a transmissão de saberes através de formas primitivas, como a oral, seria um dos grandes inimigos dos homossáurios, caso o homossáurio não tivesse logo reconhecido esse perigo; o que o levou, célere, a controlar, de imediato, a sapiência esotérica e a encerrá-la nas bibliotecas em forma de livros.
Assim, são poucos os que se atrevem a expôr a sua própria opinião, com receio de intimidações, insultos... às vezes, mesmo com medo de acções violentas.
Mas esta situação não é nova; ela existe desde que o homem pensa! A situação piorou com a formidável invenção do Guttenberg! Repentinamente, a verdade dos homossáurios podia ser escrita e tornada comum, quanto mais não fosse à força de armas. A impressora, contudo, como qualquer coisa na vida, possuía desde início, dois extremos: o favorável ao homossáurio e o desfavorável; pois, indivíduos de ideias absurdas, tinham também possibilidades de espalhar estas
. O homossáurio tem tentado, ao longo dos tempos, vencer esta batalha; uma batalha desigual, já que os homossáurios ocupam, regra geral, altos cargos governamentais: legislativos, judiciais e executivos.
O ser pensante, individual, autónomo, criativo e inovativo é um vírus a irradiar.
Caso seja preciso, confrontando-o com afirmações homossáurias que se sabe de antemão ele desconhecer, para desse modo o levar a contradições, a vacilar, a duvidar de si próprio, até que enfim, vergado perante a verdade homossáuria, ele se transforme num deles.
Eu sei que corro grave risco ao escrever isto, pois não o li em lado nenhum; eu pensei por auto-recriação as loucuras que aqui escrevo.
Bem me pode acontecer que, no tasco onde beberico cerveja e espreito as coxas da empregada, apareça por lá alguma autoridade para me pedir contas... Por essa razão, nunca vos direi o tasco que frequento.
Os homossáurios não possuem opinião própria, mas sim enormes bibliotecas recheadas com obras defensoras das teses que eles, ao lê-las, consideraram como verdades absolutas. Um homossáurio é como um crente que se baseia na bíblia: esta possui a verdade e portanto, nunca é posta em causa; o que se deve, obrigatoriamente, pôr em causa é o pensamento individual, a opinião própria, sobretudo dos indivíduos que não possuem bibliotecas enormes. Estes indivíduos, para terem opinião própria sem possuir acesso à grande sabedoria literária, tiveram que pensar por si próprios, são seres pensantes sem fronteiras, logo, extremamente perigosos para os homossáurios, que têm o saber todo muito bem catalogado, e por conseguinte, possuem, sempre à mão, um livro qualquer que nega toda e qualquer suposição do homo vulgaris.
O esotérico, por exemplo, com a transmissão de saberes através de formas primitivas, como a oral, seria um dos grandes inimigos dos homossáurios, caso o homossáurio não tivesse logo reconhecido esse perigo; o que o levou, célere, a controlar, de imediato, a sapiência esotérica e a encerrá-la nas bibliotecas em forma de livros.
Assim, são poucos os que se atrevem a expôr a sua própria opinião, com receio de intimidações, insultos... às vezes, mesmo com medo de acções violentas.
Mas esta situação não é nova; ela existe desde que o homem pensa! A situação piorou com a formidável invenção do Guttenberg! Repentinamente, a verdade dos homossáurios podia ser escrita e tornada comum, quanto mais não fosse à força de armas. A impressora, contudo, como qualquer coisa na vida, possuía desde início, dois extremos: o favorável ao homossáurio e o desfavorável; pois, indivíduos de ideias absurdas, tinham também possibilidades de espalhar estas
. O homossáurio tem tentado, ao longo dos tempos, vencer esta batalha; uma batalha desigual, já que os homossáurios ocupam, regra geral, altos cargos governamentais: legislativos, judiciais e executivos.
O ser pensante, individual, autónomo, criativo e inovativo é um vírus a irradiar.
Caso seja preciso, confrontando-o com afirmações homossáurias que se sabe de antemão ele desconhecer, para desse modo o levar a contradições, a vacilar, a duvidar de si próprio, até que enfim, vergado perante a verdade homossáuria, ele se transforme num deles.
Eu sei que corro grave risco ao escrever isto, pois não o li em lado nenhum; eu pensei por auto-recriação as loucuras que aqui escrevo.
Bem me pode acontecer que, no tasco onde beberico cerveja e espreito as coxas da empregada, apareça por lá alguma autoridade para me pedir contas... Por essa razão, nunca vos direi o tasco que frequento.
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