Cantadeiro em obras

QUADRILHA-NÃO DÊEM CABO DO MUNDO

Montag, Juni 29, 2009

Manipulação nos meus Genesis

Eu visitei um blogue e quis deixar um comentário, mas porra, um comentário deste tamanho em blogue alheio é quase violação. Por isso deixo o meu comentário aqui.

Quanto ao futebol e às escaramuças que dele advêm não me vou pronunciar. Mas esta coisa da cultura... chamou-me a atenção e levou-me, inclusive, ao ponto de esperar que noite fosse e a vida se tranquilizasse para com toda a lassidão que o meu mau génio permite me debruçar atentamente sobre, cito: 1. A Tecnologia e Medicina.
Perdão, ambos os campos me passaram despercebidos... houvera pelo menos um Raio X do doutor Röntgen e eu ainda aceitaria... contudo nem da roda nem da penicilina se falou.
Volto a citar: 2. Cultura e arte.
Arte é cultura (ou pelo menos sub-cultura quando não massiva -talvez se deva ler quando não lucrativa.) Aqui devo dizer que as referências são várias mas vagas.
Shakespear é “cultura”, os sumérios possuiram “cultura”, mas no trabalho não há uma linha “cultural” e muito menos artística. A meu ver, sublinho!
Finalmente o ponto 3: cito: a cidadania.
Qual? Los Angeles? Lisboa? Saraevo? Pequim?... Ou SinCity?!....
Lamento, mas ao tropeçar nas palavras “inferências” e “conjecturas” perguntei-me de imediato para quem terá sido elaborado este trabalho... Para mim não! Eu sei lá o que são esses palavrões!...
A curiosidade no entanto impeliu-me a prosseguir.
Choque!!! Os sumérios tinham a escrita cuneiforme para contar cabrinhas, provavelmente por falta de fármacos que os ajudassem a adormecer sem grandes dificuldades, nunca para poderem comercializar com indivíduos que falassem outra língua... aliás o facto de que este tipo de escrita seja apontado por alguns historiadores como base da escrita silábica fenícia que nos permite hoje em dia articular fonéticamente os grafismos das mais diversas culturas é mera casualidade ou pura ignorância de certos cientistas. A escrita cuneiforme foi interessante porque se podiam contar cabrinhas.
E da Suméria à América do Sul vai um saltinho, daí surgirem uns grafismos astecas, para de imediato se retornar à Babilónia, aquela região entre o Tigre e o Eufrates que foi sempre zona de andar à chapada devido à fertilidade dos solos. A viagem é curta pois somos mais velozmente ainda recambiados para os incas e maias. (Até me admirei que não se falasse do “Rosto de Marte”).
Enfim, a coisa tambem não era para especulações. Estamos perante um trabalho de grupo que foi efectuado com intensivas buscas googlianas, a julgar pelas indicações dadas pelos autores.
Eu nem queria dizer mal... mas depois de ver o Charlie Brown e o (dizia-se no meu tempo de escola: cãozinho paneleiro) Snoopy, perdi toda a consideração pelo que estava a ver. Ainda se fosse o Homer J. Simpson!!! O maior filósofo da espécie Homo Vulgaris que jamais existiu... Mas Charlie e o cãozinho?... vocês sabem.
Depois a Literatura: O Shakes e o Vega, e até o Queirós, mas, porra, atão e o Vicente, ó caralhos?!...
Atão vocês atrevem-se a passar dum autor português para a comédia da arte sem uma centelha vicentina?... Essa merda é um desaforo que eu não aceito nem ao Papa!
Eu vou buscar uma cerveja. Preciso dum tranquilizante.
Mas que vejo eu?!... Mein Kampf de Adolf Hitler?!... Que raio anda o caramelo a fazer dentro dum trabalho sobre... sobre quê?... Ah!, cito: “uma analogia entre a arte, mais concretamente a literatura e o cinema e a vida social e política assim como a religião dos nossos dias”. (citação terminada)
Ai a vida social e política e a religião tambem entram na baila?... Ah, percebo! O Adolfo aparece por razões sociais (eliminação do poder económico dos crentes judaicos) e políticas (ele como um ditador psicopata tinha que levar a imaginária raça ariana a controlar o mundo) e religiosas (de mãos dadas com os católicos contribuía para a eliminação dos infieis que nem sequer acreditam no nascimento de Jesus).
Mas porra, aqui tambem havia lugar para o Nietzsche...
Enfim, deixei correr o rio e desaguo numa foz que acabou por desmoronar qualquer sentimento positivo que eu ainda tivesse em relação àquele trabalho de grupo que visava...
Merda! Aquilo acaba como uma publicidade barata a SinCity e outras tretas de enjoar que estão na moda.
Agora faço eu uma pequena analogia entre literatura e cinema: um clássico do cinema Dr. Mabuse do ano 1939 acho eu (a minha memória não tem motor de busca, daí que as datas e nomes estrangeiros possam surgir ligeiramente deturpados- a wikipédia é no entanto um bom local de pesquisa e confirmação dos meus desaires - rio = lol, pós cibernáuticos doentios).Dizia pois Dr. Mabuse do luxemburguês Jaques, aliás Norbert Jaques. Agatha Christie, romancista policial cuja obra foi frequentemente transposta para o cinema, Stephen King, o mestre do suspense e do horror... mas nestas obras falta o aspecto político ou a religião. Bom, já que a fábrica cinematográfica se concentrava nos EUA, a perseguição que foi feita a elementos “subversivos” catalogados como comunistas levou a que a política literária fosse, direi, reservada e a sua transposição para o écran praticamente nula.
Na era do monumentalismo foram feitos filmes sobre histórias bíblicas, uma religião deturpada com beijos e abraços à la holiúde e lá o Moisés e companhia eram divinamente salvos.
Cinematógrafos com intenções político-sociais houve-os mas muito restritos e pouco divulgados. Atenção, não englobo aqui, os cinófilos doentios que buscam em cada imagem uma mensagem e por isso conhecem tudo e todos. Eu refiro-me aos espectadores de Chuck Norris, Stallone, Schwarznegger e companhia (hoje eles têm outros nomes, como Snypes e assim).
Ah... literatura e cinema... tenho que dizer: Animal Farm do Orwell ou Les misérables de Vitor Hugo com a espectacular participação do Dépardieu.
E agora se querem saber eu vou mas é ver Harold and Maude com música do Cat Stevens!!!

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